segunda-feira, 7 de maio de 2007

O malandro mandou a letra. Ouviram-se resmungos. As mesas do bar tornaram-se um campo de batalha. Batalha travada com palavras mal ditas, argumentos benditos, palavras malditas, impropérios bem ditos. Batalha banhada com suor, sangue de boi e lágrimas dos mais sensíveis ao tema. É claro que todo conflito tem seus limites, alguém leu em algum lugar que os progenitores deveriam ser honrados, interpretou assim, que deveria respeitá-los, já quem escreveu deveria estar pensando na origem nobre dos pais. Mas voltemos á discussão. Beatas passavam na rua. Sim, na rua. Ficaram ofendidas, excomungaram mentalmente o tal e a todos que lhe deram ouvidos. Elas podem fazer isso?
Pois bem, o que foi proferido que gerou tamanho rebuliço. Elas ouviram falar que Deus era negro. Um fulano disse outro era melhor em certos aspectos. Alguém melhor que Deus? Disseram que o outro também era Deus. Dois Deuses? Passaram por cima de todas as leis sacras, especialmente da primeira, que diz que...que...bom, as beatas não se esqueceram e entraram na pendenga.
Elas proferem pragas respondem bíblicas aos hereges ao que esses lhas respondem com palavras que não devem ser ditas em dias santos. Nem nos outros.
Um clérigo entra no estabelecimento e sem se dar conta de tudo que se passa a sua volta, pergunta, “E o Pelé hein. Como joga! É ou não é um Deus”.

Um comentário:

Lucílio! disse...

Desvirginarei a página dos comentários se você não se importa...
sempre fico feliz quando alguém querido abre um blog, é uma maneira legal de se expressar, se atrever, se dispor ao olhar e ao palpite dos outros. E de trocar impressões e informações também. (Tipo, eu não sabia que vc tinha essa coisa com religião...)
Parabéns e bons posts.

Viva a blogsfera. ;-D